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   ESCOLA SUPERIOR AGRÁRIA DE ELVAS INSTITUTO POLITÉCNICO DE PORTALEGRE  
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  ENTREVISTA
    - Antigos Alunos -


  Nome completo: Rita Sousa


  Idade:


  Naturalidade:



A aluna finalista do curso de Equinicultura, Rita Christiano de Sousa, realizou o seu estágio curricular, subordinado ao tema da Osteopatia Equina, com o Dr. Roberto Abitbol, em Madrid. Esta é uma área ainda pouco explorada em Portugal, mas com grande implantação noutros países, especialmente em cavalos de desporto, nos quais o bem-estar físico é um componente importante para os bons resultados em competição.

       
- O que representou para si a formação em Equinicultura na ESAE?


Foi uma mudança radical no meu estilo de vida, saí de uma cidade grande com pouco contacto com animais de grande porte e vim para cá dedicar-me a este curso.
Ao longo destes anos em Elvas deparei-me com inúmeros obstáculos e algumas escolhas, todos eles fizeram parte do meu crescimento enquanto pessoa, mudaram a minha visão da vida e habituaram-me a enfrentar todas as dificuldades com a cabeça erguida e sem medo de arriscar.
Acabei por ter muita sorte com os colegas e professores que encontrei, criando um laço forte entre todos e retirando de toda a experiência o máximo possível.

- Porque escolheu realizar um estágio em osteopatia equina?

Foi uma escolha complicada, o curso de Equinicultura tem diversas saídas profissionais e com uma escolha tão alargada acaba por ser uma decisão crucial. Eu andava à procura de um estágio que me permitisse uma formação extra, algo que completasse tudo o que eu havia aprendido na escola e não necessariamente ligado à equitação.
No primeiro semestre do meu último ano realizei um trabalho escrito sobre terapias complementares aplicadas a equinos, e esta pareceu-me uma área extremamente interessante e com carência de profissionais no nosso país. Foi um acumular de circunstâncias a meu favor, já que consegui fazer o curso de osteopatia equina paralelamente ao estágio, vindo de lá com a possibilidade de começar a exercer essa função no nosso país.

- Que vantagens tem a utilização da osteopatia nos equinos?

A osteopatia é uma terapia complementar, não pode substituir a medicina veterinária, mas consegue resolver alguns problemas que a veterinária não consegue (por exemplo algumas coxeiras, ou problemas comportamentais causados por dor ou desconforto).
Das pessoas com que contactei em Madrid, a opinião geral é que o rendimento desportivo aumenta consideravelmente e o comportamento muda, sempre para melhor.
Além disso é uma terapia 100% natural, não recorre a qualquer tipo de medicações ou manipulações dolorosas. Uma sessão osteopática dura no máximo 30 minutos, em que o cavalo está relaxado e a ser tocado sem qualquer tipo de violência.


- Como foi a sua adaptação à realidade de um estágio no estrangeiro (língua, hábitos, alimentação, etc.)?

Não foi uma adaptação muito complicada, tive a sorte de ser recebida por um orientador paciente e disponível, o idioma é muito semelhante ao nosso, e ao contrário do que eu pensava antes de lá chegar, todas as pessoas me receberam com um sorriso e a maior disponibilidade para me corrigirem os erros de linguagem sem qualquer tipo de crítica.
Apesar de ser um país muito diferente do nosso, a adaptação foi bastante suave. As pessoas tendem a ser muito receptivas e informais, fazendo com que eu me sentisse bem. Todos os hábitos alimentares são diferentes, costumam fazer uma refeição de 2 pratos, por exemplo, no entanto deparei-me com uma gastronomia muito variada e nem sempre diferente da nossa. Além disso, como estudante que sou, cozinhava muitas vezes em casa, por isso o choque não foi grande.
A nível de horários existem muitas diferenças, tudo começa mais tarde e tudo acaba mais tarde. À excepção do centro de Madrid, toda a cidade faz uma pausa de 3h a seguir ao almoço, o que acaba por cortar um pouco o ritmo do trabalho, mas qualquer pessoa se adapta sem grandes dificuldades.
Notei uma grande diferença de preços, a habitação, os transportes e a alimentação fora de casa são muito mais caros.

- A título pessoal, o que representou para si este estágio? Recomendaria aos colegas a realização de um estágio noutro país?

Foi uma experiência inesquecível, permitiu-me conhecer uma nova forma de estar na vida, de lidar com as pessoas e com os animais. O facto de se estar noutro país desenvolve a nossa capacidade de adaptação, perdem-se as vergonhas de pedir informações na rua, desenvolve-se o sentido de orientação e de responsabilidade.
Eu recomendo vivamente a qualquer pessoa a sair do nosso país, quer seja pelo programa Erasmus, quer para um estágio. Apesar da distância e das saudades, é algo que nos muda e nos abre os horizontes para todas as oportunidades que o mundo tem para oferecer.

- Quais são os seus projectos para o futuro?

Num futuro próximo pretendo iniciar a minha actividade enquanto osteopata de equinos, experimentar o nosso mercado e pôr em prática tudo o que aprendi ao longo destes 3 anos.
Posteriormente penso complementar a minha formação na área da reprodução e eventualmente ir trabalhar para o estrangeiro, conforme os resultados que esteja a obter a nível de osteopatia em Portugal.





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Marta Ferreira - Engenharia Agronómica

Joana Neto do Rosário e Silva - Enfermeira Veterinária
Adélia Travanca e Sérgio Marinho - Engenharia Agronómica








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