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   ESCOLA SUPERIOR AGRÁRIA DE ELVAS INSTITUTO POLITÉCNICO DE PORTALEGRE  
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  ENTREVISTA DO MÊS
    - Antigos Alunos -


  Nome completo: Mónica Maria Marques Cardoso


  Idade: 25 anos


  Naturalidade: Lisboa

Como surgiu a possibilidade de realizar um estágio intercalar na Holanda com a Coby Van Baalen?

Como praticante e aficionada que sou da disciplina de Dressage, já a conhecia dos Concursos Internacionais e Jogos Olímpicos, tal como ao seu falecido cavalo Olimpyc Ferro, que infelizmente já não conheci. A oportunidade surgiu através de um amigo (que também lá esteve) e que me incentivou a contactá-la e perguntar. Enviei o meu CV e fui aceite!



- Qual a duração do estágio e que tipo de funções é que desempenhou?

Estive a estagiar durante 1 mês e 15 dias. O que me foi dito no mail inicial que recebi era que iria efectuar todo o tipo de trabalho, desde limpar camas, varrer, dar de comer, limpar material, enfim, todo o tipo de trabalho de Tratador e que consoante a minha experiência a cavalo poderia montar ou não.
Tive a sorte de após 4 dias montar o primeiro cavalo e ser vista pela Coby... a partir daí montava todos os dias, sempre acompanhada por ela ou pela Marlies (filha). Tinha sempre 2 a 3 cavalos para montar, que apenas montava depois dos estábulos e cavalos estarem limpos.
Inicialmente fazia tarefas mais pesadas -as mais chata, desde varrer os pátios todos, limpar os bebedouros, picadeiro etc... Sensivelmente a meio do estágio, para além dos cavalos que montava e das aulas que tinha, comecei a ter cavalos para trabalhar à guia, fui convidada para ir como groom a concursos ( o que é muito difícil para uma estagiária principiante ), ou seja, acho que houve uma aquisição de confiança pela parte da Coby no meu trabalho.


- Quais foram as mais-valias que retirou do estágio ao nível profissional? E ao nível pessoal (relacionamento com outras pessoas e meio)

Para ser sincera, inicialmente senti-me um pouco perdida...língua e cultura diferente, não conhecia ninguém...”caí lá um bocado de pára-quedas” e nem sabia se iriam gostar de mim a montar, no entanto, foi muito positivo, pois fui muito bem recebida. Levaram-me a concursos como Tratadora e como acompanhante; a leilões onde tive a oportunidade de conhecer e ver algumas pessoas bem influentes no meio ( donos de cavalos olímpicos...cavaleiros); e até me levaram à Alemanha para poder assistir a um treino dado pelo seleccionador da Equipa Holandesa.
Fiquei mesmo com um contacto de outra cavaleira olímpica para no futuro ir para lá estagiar se quiser.
Agora que olho para trás e penso em tudo o que passei e que vivi, só posso dizer que ADOREI!! Já para não falar na minha evolução como cavaleira, pois aprendi imenso. Apenas tenho pena de o estágio não ter tido uma duração maior.


- Recomendaria essa experiência aos seus colegas?

Penso que este tipo de estágios devem ser feitos por pessoas que realmente gostam de cavalos e querem fazer disto vida. Falo não só como Cavaleiros como também Tratadores profissionais (saliento o facto da palavra Tratador estar com letra maiúscula, pois deve-se ao facto de no estrangeiro serem pessoas muito importantes, ao contrário de Portugal onde ainda são inferiorizados, o que na minha opinião é uma pena) .
Para realizar um estágio destes considero que não basta só gostarem de cavalos, têm de ser suficientemente trabalhadores e humildes para que quando cheguem a um sitio onde o grau de exigência é muito grande, diferente aquele a que estamos habituados, sejam postos à prova e não desistam.
Não existe um horário de trabalho fixo, existe sim uma hora de entrada mas a de saída não...muitas vezes trabalhávamos depois de jantar!
Mas SIM, recomendo a todos aqueles que têm como objectivo ir um pouco mais além...



Entrevistas do Meses Anteriores

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